Oi gente! Após quase 2 meses sem publicações, peço desculpas aos leitores e seguidores desse blog, e retomo na reta final dessa pequena jornada pelas religiões do planeta. Hoje o tema é Judaísmo. O Judaísmo é considerado a religião monoteísta mais antiga da Terra.
Mas antes de prosseguirmos, farei uma breve observação sobre o que considero um engano sobre o conceito de MONOTEÍSMO. Esse termo se refere às religiões que acreditam na existência de UM DEUS ÚNICO, ou UM SÓ CREADOR* (sim, crear no sentido de uma essência manifestar a creação). Alguns teólogos consideram algumas religiões - como a egípcia, por exemplo - politeístas, ou seja, a creação manifestada pelo concurso de 2 ou mais deuses. Há que se ter muito cuidado com isso! Algumas religiões e crenças apontam um só Deus como Creador do Universo, embora haja aspectos ou manifestações distintas desse Deus. Por exemplo, no Hinduísmo, temos Braman, o Ser Supremo, a Essência não manifestada. O Trimurti (Brahma, Vishnu e Shiva), bem como o Atman (o ser, a consciência), nada mais são do que aspectos de Braman manifestados. Também na cultura egípcia, encontramos como a essência primordial, Nun (Nu ou Ny), uma única consciência que se manifesta em seus aspectos, Atum, Rá, Chu, Tefnut e por aí vai... Acho muito simplório afirmar que uma religião é politeísta pela quantidade de deidades e nomes, sem notarmos o simbolismo oculto e estudarmos à fundo seus conceitos fundamentais.
Agora, voltemos ao assunto desse blog.
O Judaísmo é a primeira dentre as religiões abraâmicas (cuja origem remonta-se ao profeta Abraão), assim como o cristianismo e o islamismo. A Bíblia é o instrumento principal para se conhecer a história do povo judaico. Em 1800 a.C, de acordo com as escrituras sagradas, Deus faz um pacto com Abraão para que abandone o politeísmo para viver em Canaã (atual Palestina). Isaac, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem às doze tribos que formavam o povo judeu. Por volta de 1700 AC, o povo judeu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo judeu ocorre por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficam peregrinando pelo deserto, até receber um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã.
Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo.
Em 721 a.C começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica.
No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os judeus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo judeu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.
A Bíblia judaica é chamada de Tanakh, onde a reunião dos cinco primeiros livros, chamados de Torá, são considerados os mais importantes, pois contam a origem do povo eleito e a sua aliança com Deus. Esses livros também são denominados como Pentateuco pelos cristãos.
Resumidamente, cada um dos 5 livros é conhecido como:
GÊNESIS: conta sobre a criação do mundo e a fixação do povo judeu no Egito;
ÊXODO: conta a libertação do povo judaico da escravidão de 400 anos pelos egípcios e a sua saída da região, liderada por Moisés, bem como a consolidação da Aliança de Deus com os judeus;
LEVÍTICO: é um livro que fixa as normas e legislações que regulam os costumes judaicos, seus calendários e define as práticas religiosas;
NÚMEROS: nesse livro encontramos o mapeamentos das rotas da jornada do povo judaico pelo deserto;
DEUTERONÔMICO: do grego, significa a Segunda Lei ou a Repetição da Lei. São as pregações de Moisés no deserto durante o êxodo (a passagem pelo deserto rumo à Terra Prometida) para reafirmar tudo o que já foi legislado anteriormente no Levítico.
É importante ressaltar que, até os dias de hoje, os judeus aguardam a vinda do Messias. O que não podemos esquecer é que já houve religiosos que permaneceram com a crença no judaísmo, praticando as escrituras, mas aceitando a vinda de Jesus como sendo a chegada do Messias. Esses são os Jerosolimitanos (ver em Cristianismo), são os primeiros apóstolos de Jesus, muito embora não tivessem deixado de lado as suas crenças nos preceitos judaicos.
Como um bom fã do aspecto esotérico das religiões, eu não poderia deixar de lado a CABALA judaica.
A Cabala (ou Kabbalah) é o aspecto metafísico da religião judaica. Não é necessariamente um estudo da maioria dos fiéis. É uma sabedoria prática, uma ciência da alma. Acredita-se que o primeiro cabalista seja o próprio Abraão. Esse ensinamento místico era passado por tradição oral até cerca de 2 mil anos atrás, quando o rabino e místico hebreu, Rav Shimon bar Yochai (não errei... "bar" é com "b" minúsculo mesmo), colocou os ensinamentos em texto sagrado e diz ter recebido do profeta Elias o Zohar.
Zohar é a interpretação mística dos textos do Torá. Na verdade é tão antiga quanto os próprios livros do pentateuco judaico. Também é a fonte mais antiga de sabedoria.
"Por volta do século XIV, a Kabbalah começou a emergir do total ocultamento em que se encontrava. Diz-se que o Zohar foi desenterrado pelos Cavaleiros Templários em Jerusalém e levado de volta para a Europa. Teria sido então que o poder do Zohar começou a se tornar conhecido. É interessante observar que foi nesse período que a lenda do Santo Graal surgiu pela primeira vez. Alguns dizem que o Santo Graal é um livro, possivelmente o Zohar, mas isso é apenas uma especulação intrigante." (Do livro "O Poder da Kabbalah - 13 Princípios para Superar Desafios e Alcançar a Plenitude". Berg, Ehuda, Ed. Imago)
O ponto fundamental dos ensinamentos da Cabala, que eu acho de extrema relevância ressaltar aqui, afirma que, se quisermos reivindicar ou reconhecer nossos potenciais divinos, primeiramente precisamos ser merecedores destes através do trabalho de reconhecimento de nossas fontes de negatividade, para então transformá-las ou transmutá-las.
Bem, meus amigos, acho que é tudo o que posso resumir sobre essa espetacular religião. Ainda não entendo com existem pessoas que menosprezam a riqueza existente em cada sistema de crença. É legítima a nossa escolha, mas ignorar os ensinamentos preciosos que toda a religião carrega, só empobrece a nossa fé.
Muito obrigado e não percam na próxima segunda, encerrando o nosso passeio pelas religiões do planeta, a história sobre o Espiritismo.
Muito Obrigado e até lá!!!
*"A substituição da tradicional palavra latina crear pelo neologismo moderno criar é aceitável em nível de cultura primária, porque favorece a alfabetização e dispensa esforço mental – mas não é aceitável em nível de cultura superior, porque deturpa o pensamento. Crear é a manifestação da Essência em forma de existência – criar é a transição de uma existência para outra existência. O Poder Infinito é o creador do Universo – um fazendeiro é criador de gado."
fonte: http://pt.wiktionary.org/wiki/Discuss%C3%A3o:cria%C3%A7%C3%A3o
A função principal desse blog é muito simples e direta: INFORMAR E ESCLARECER! Trazer até você alguns elementos baseados na minha pesquisa e vivência como empresário, músico e ser humano, já que eu, como você, busco o Auto-Conhecimento e a Compreensão de Mim Mesmo e do Mundo que me rodeia. Esse mundo de hoje que nos isola de entrarmos em contato com o Grande Mestre que habita em nosso íntimo. Aventure-se por aqui! Estamos todos juntos nessa busca! Muito Obrigado pelo acesso!!!
domingo, 5 de agosto de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Um passeio pelas religiões do planeta: Cristianismo
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| Jesus |
Posso mencionar 2 aspectos sobre a origem da Religião Cristã: o Histórico e o Bíblico. Teremos que separá-los pois nem sempre estão de acordo. Isso se deve ao fato de algumas religiões do universo cristão aterem-se apenas aos fatos contidos e narrados nos textos bíblicos, ou melhor nos Evangelhos, termo esse que explicarei oportunamente nas linhas que se seguem.
Vou evitar trazer à tona fatos da vida de Jesus (o Messias Cristão), pois, como já havia apontado no blog anterior, tratarei os Avatares de cada religião separadamente de seus seguidores. Isso é uma forma de abordagem pessoal que peço a liberdade para fazê-la.
Mas, já que mencionei o Grande Mestre, podemos afirmar que toda e qualquer religião cristã gira em torno da vida e obra de Jesus, o Cristo.
Antes de continuar, gostaria de afirmar que não é a minha proposta tratar dos assuntos religiosos abstendo-me de opinar. De maneira alguma! Essa é a liberdade que todo ser humano possui (ou deveria possuir). Mas, por favor, não confundam opinião com desrespeito à fé alheia! Isso eu também não admito em hipótese alguma! É somente uma opinião, sujeita à erros e imprecisões.
Toda e qualquer manifestação de fé é digna de Amor e Acolhimento, principalmente no mundo em que vivemos, onde a própria palavra Amor parece perdida, há tempos, em meio aos contos românticos e aos idealismos platônicos. Agora, caso eu use algum termo ou sinônimo inadequado à qualquer doutrina, peço novamente perdão, mas não me intitulo nenhum erudito nem conhecedor profundo de cada ramificação da fé cristã. E, por esse fato, não pretendo ofender ninguém e estou totalmente aberto às correções que alguns de vocês julguem necessárias.
Mas vamos lá! Para entender sobre o cristianismo, vamos discorrer brevemente sobre o significado da palavra CRISTO:
"Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa 'Ungido'. O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias." (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo)
Embora, nos textos bíblicos, haja uma passagem onde a palavra Cristo tenha aparecido pela primeira vez numa exaltação de Pedro em face a uma pergunta que Jesus fez aos seus discípulos ("Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Mt 16: 15-16), acredito - e agora estou expressando opinião própria - que foi Paulo de Tarso (meu xará) o responsável pelo uso do termo, uma vez que o apóstolo teve formação helênica (grega), ao passo que a língua mais usada por Jesus em suas pregações era o aramaico, comum entre os judeus na Galiléia. E não vamos esquecer, como apontamos acima, que a palavra Cristo é de origem grega e já fora usada séculos antes pelo historiador Heródoto (século V a.C.), entre outros.
A partir desses dados, já dá para perceber que o movimento cristão nasceu dividido. De um lado o cristianismo judaico, pregado pelos apóstolos de Jerusalém, liderados por Pedro e que viveram diretamente com Jesus; e, de outro, o cristianismo helenico, praticado pelos judeus de formação grega, os Helenistas, iniciado por Estevão (o primeiro ministro e mártir do cristianismo).
Esses dois grupos não se entendiam muito bem, já que os Helenistas - pelo fato de serem dotados de formação cultural superior - achavam os apóstolos de Jerusalém ignorantes e despreparados para propagar o evangelho. Por outro lado, os Jerosolimitanos (como eram chamados os apóstolos de Jerusalém) consideravam os Helenistas desordeiros e brigões, uma vez que, durante suas pregações, causavam grandes tumultos. Não foi à toa que foram expulsos de Jerusalém.
Uma outra vertente surgiu, após a morte de Estevão, que foi um verdadeiro "divisor de águas" no que se refere ao modus operandi na forma da conversão, doutrinamento e interpretação do evangelho. Essa linha religiosa nasceu do ex-fariseu e perseguidor dos cristãos, o convertido durante a viagem de Jerusalém à Damasco: Paulo de Tarso.
O cristianismo paulíneo, também de influência helênica, foi o mais difundido entre povos gentios (não judeus). Se diferenciava do cristianismo judaico pelo seu vigor, forte tom moral e intrepidez. Mais tarde, se tornaria o principal pilar doutrinário da formação da Igreja Católica.
Tão bem sucedida foi a influência de Paulo na fundação das primeiras igrejas cristãs, que a seita judaica original dos apóstolos de Jerusalém foi fadada à extinção.
É importante ressaltar que o cristianismo judaico, praticado pelos apóstolos de Jesus, não tinha muito a ver com aquele pregado por Paulo. Primeiramente pelo fato de nunca terem se desligado das tradições judaicas. Jesus era chamado pelos seus seguidores de Rabi (o Mestre). Eram pacifistas, conservavam os rituais como o da circuncisão e permaneceram no cumprimento das escrituras. Pregavam a entrega na fé de uma maneira suave e pacífica, ao passo que o cristianismo de Paulo legislava sobre os fiéis, impondo regras e normas de conduta, rompendo drasticamente com qualquer ritualística e tradição judaica.
Muito bem, muito há o que se dizer sobre a formação das primeiras comunidades cristãs, o que levaria inúmeras linhas a mais. O que é bom frisar é que muitas perseguições sangrentas - decretadas em sua maioria pelos imperadores romanos - foram sofridas por esses pequenos núcleos ao longo dos primeiros séculos da nossa era, quando em 311 d.C., no Império de Constantino, foi declarada a liberdade dos cultos religiosos, através do Édito de Milão ou Édito de Tolerância de Milão. Isso se deu evidentemente por motivos políticos, já que as comunidades cristãs haviam se multiplicado em proporções alarmantes para o poder vigente.
E devido ao caldeirão de ramificações das ideologias cristãs, muitas tensões e divergências começaram a surgir, quando o próprio Imperador Constantino resolve reunir os bispos das comunidades de todo o território romano e realizar os primeiros concílios numa tentativa de unificar regras e condutas. Após a morte de Constantino (337 d.c.), as igrejas passaram a receber mais concessões políticas e econômicas, participando cada vez mais do quadro de poder tanto nos territórios do império quanto na sua sede, em Roma.
Após a ascensão dos bispos e a criação do papado como sucessão à Pedro, dito o primeiro Papa da Igreja, surgia, na segunda metade do século IV, a primeira e definitiva Bíblia Católica. Documento compilado por São Jerônimo, bispo da Igreja e copista do Papa Dâmaso I, que unificou a doutrina e a fé cristã.
Esse é um resumo dos resumos de como surgiu o Catolicismo, ou a Igreja Católica Apostólica Romana, principal representante do movimento cristão.
Hoje a Igreja Católica é constituída por outras 23 igrejas autônomas, todas elas subordinadas ao Vaticano, onde reside o Papa, o Bispo de Roma. Estão todas elas elencadas nesse link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_sui_juris#Lista_das_Igrejas_sui_iuris
O Cristianismo é dividido por 3 principais vertentes:
A Igreja Católica;
A Igreja Ortodoxa; e
A Igreja Protestante.
Sobre o surgimento da Católica, já mencionei acima. A Igreja Ortodoxa surgiu no ano de 1054 em decorrência do Grande Cisma do Oriente, a cidade de Constantinopla:
"No século XI um conflito de interesses entre a Igreja Católica do Ocidente e a do Oriente determinou o Cisma do Oriente. O evento estabeleceu o rompimento dentro da Igreja, ambos os lados passaram a defender suas próprias doutrinas, o que persiste até hoje.
Desde o Império Romano e durante a Idade Média a Igreja Católica possuía duas sedes principais, uma localizada em Roma, no Ocidente, e outra na cidade de Constantinopla, no Oriente. Ainda durante o poderio do Império Romano ficou estabelecido e acordado entre as duas partes da Igreja que a capital do Império seria Roma. Mesmo a Igreja do Oriente concordando com a decisão, havia certo ressentimento por conta de algumas exigências jurídicas que os papas insistiam em fazer. Tais exigências foram mais marcantes durante o papado de Leão IX que durou de 1048 até 1054, sendo que seus seguidores preferiram por continuar com suas determinações. A Igreja do Ocidente se opunha também ao sistema adotado no Oriente de cesaropapismo bizantino, que consistia na subordinação da Igreja Oriental a um chefe secular." (fonte: http://www.infoescola.com/historia/cisma-do-oriente/ )
Já o Protestantismo foi um movimento ocorrido na Europa que, como o próprio nome sugere, protestava contra os dogmas da Igreja Católica, buscando resgatar o cristianismo na sua origem, se baseando e se atendo única e totalmente aos textos bíblicos.
Foi uma reforma que teve muito êxito em diversos países do centro europeu, estendendo-se posteriormente à Inglaterra, onde está estabelecida a sede da Comunhão Anglicana. Aliás, a Igreja Anglicana, apesar de não estar subordinada ao Vaticano, mantêm os dogmas católicos, embora se considere uma igreja reformada, já que adotou alguns dos princípios do Luteranismo (atribuídos à Martinho Luthero, figura central da Reforma Protestante).
Pois é, gente, nosso passeio pelo Cristianismo vai terminando por aqui... pelo menos por enquanto. Esse foi um panorama bem genérico. Ah! Claro! Como eu poderia me esquecer! Fiquei devendo a explicação sobre a palavra Evangelho. Vem do grego Evangelion, que significa Boa Nova.
Historicamente ou Arqueologicamente falando não há nenhum texto do evangelho em sua versão original para que possamos consultar (pelo menos não admitido oficialmente). O que temos são as transcrições datadas do século IV d.C., muito embora, haja uma manuscrito descoberto em 1945 atribuído à São Tomé, parte de uma coleção de textos gnósticos datados da época dos primeiros núcleos cristãos. Esse manuscrito, também conhecido como O Evangelho de São Tomé, fala mais precisamente sobre os tempos de Jesus e não faz parte do cânone eclesiástico, ou seja, em outras palavras, não é aceita ou admitida pela Igreja Católica.
Pronto, pessoal, acho que é tudo por hoje! Obrigado por terem lido o blog dessa segunda! Tenham uma semana incrível! Abraços!!!
domingo, 3 de junho de 2012
Um passeio pelas religiões do planeta: Hinduísmo
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| O deus Shiva (O Destruidor) |
Confesso que escrever sobre o Hinduísmo foi um desafio muito grande, embora durante a minha vida sempre atraiu a minha atenção por sua beleza, diversidade e profundidade inegáveis! Peço, desde já, desculpas (principalmente aos meus amigos yogues) pelas minhas limitações na exposição de tão importante tradição religiosa, que merece todo o respeito e elevada consideração.
A Religião Hinduísta, uma das mais antigas da Terra, se torna desafiadora quando nos deparamos com a sua estrutura e origem que divergem bastante do que conhecemos sobre as demais crenças.
O primeiro ponto interessante é que o Hinduísmo não se originou partindo de uma só pessoa, como constatamos comumente em outras religiões como o Cristianismo e o Budismo, nas quais se baseiam nos ensinamentos de Jesus e Buda, respectivamente.
Podemos dizer que esse sistema de crenças surgiu da tradição antiga de alguns povos que habitavam a Índia há, aproximadamente, 3.000 anos A.C. (ou mais).
Portanto, encontramos no Hinduísmo um amálgama de conceitos e valores que foram agregados de acordo com a contribuição das várias tribos ou povos. Esse é o ponto principal que torna essa religião tão fascinante, a flexibilidade de absorver demais doutrinas graças ao princípio da Himsa (não violência) que está presente desde a formação dos povos indianos.
Vou dividir o Hinduísmo (bem resumidamente) em 2 fases: Os Dravidianos e os Vedas; e o Hinduísmo Bramânico.
Os Dravidianos e o Hinduísmo Védico:
A civilização dravídica viveu no continente indiano entre os anos 2.500 e 1.500 A.C., embora sua origem se tenha dado em tempos mais remotos de difícil datação.
A sociedade dravídica era matriarcal e pacífica, tendo como o pilar de sua fé a total integração com a Natureza. Eram shivaístas (ou xivaístas em português), ou seja, devotos de Shiva, o deus da Transformação, ou da Destruição, ou ainda, da Renovação.
Cultuavam um Deus Supremo, chamado Dyaus - o Deus-Céu - que, unido com a Mãe-Terra, era o provedor e o fertilizador. Através dele foi gerado Surya (o Sol), Chandra (a Lua) e Heos (a Aurora).
(Percebo uma certa semelhança com a descrição de Hesíodo sobre a origem dos deuses encontrada na Teogonia grega.)
Após a invasão Ariana (1.500 A.C.), o aspecto da guerra foi incorporado aos atributos de Dyaus que passou a se chamar Indra.
Há muito o que se falar sobre o notável povo Dravidiano. Ainda pretendo separar um blog especial só sobre o assunto, uma vez que a sua cultura e a língua, se difundiram até o mediterrâneo, sendo encontradas semelhanças, por exemplo, na estrutura linguística do povo basco.
Os Vedas são as escrituras das mais antigas da história da humanidade. Reúnem 4 textos: Rigveda (texto mais antigo), Yajurveda, Samahveda e Atarvaveda. Tais textos contém mantras** que norteiam toda a ritualística, as orações e encantamentos, todos dedicados às divindades (deuses e deusas). A palavra Veda, do sânscrito, significa conhecimento.
Uma observação bem intrigante é que, alguns estudiosos do hinduísmo, afirmam que o conhecimento védico data de antiquíssimos tempos, bem antes do surgimento do sânscrito***, o que implica que foi passado por uma tradição oral entre os povos antigos, milênios antes do registro escrito.
O Hinduísmo Bramânico (ou Vedanta)
No Hinduísmo Bramânico, encontramos o Trimurti (a Trindade hinduísta), onde Brahma personifica o Criador, Vishnu, o Preservador e Shiva, o Destruidor. Quando Shiva destrói o universo, Brahma aparece do umbigo de Vishnu, montado numa flor de lótus para manifestar a Criação. Vishnu se encontra sempre em sono profundo, mergulhado no Oceano Primordial.
O Vedanta, do sânscrito, Veda (conhecimento) e Anta (dentro, essência, centro), pode ser traduzido como "a essência do conhecimento" ou "a meta de todo o conhecimento", é a tradição espiritualista hindu, explicada nos Upanixades. Os Upanixades são comentários aos textos védicos. Não se sabe ao certo quem os escreveu, mas a tradução é curiosa onde Upa significa "perto", ni "em baixo", xad "sentar". Ou seja, era a reunião de Mestres e discípulos, todos sentados no chão, onde eram passados os conhecimentos espirituais.
Um pouco mais sobre os Upanixades: "Os Upanixades organizaram mais precisamente a doutrina védica de auto-realização, yoga, e meditação, karma e reencarnação, que eram veladas no simbolismo da antiga religião de mistérios."
(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo#Upanixades)
Esse estudo é bastante profundo e não tenho nível de conhecimento, nem a pretensão de abordá-lo nesse pequeno blog, mas vale muito a pena, pra quem quiser se aprofundar, buscar pesquisar sobre os maravilhosos ensinamentos contidos nos Vedas e nos Upanixades.
Não são todas as escolas hinduístas que seguem os Vedas como, por exemplo, o Jainismo.
Portanto, continuando nossa jornada, encontramos a partir daí até os dias de hoje, uma complexidade maior nos conceitos sobre o surgimento do Universo e da Alma.
Podemos esquematizar alguns conceitos principais do pensamento hinduísta da seguinte forma:
Braman (diferente de Brahma do trimurti): a Alma Suprema, o Princípio Divino não manifestado, a Neutralidade;
Atman: o Ser, A Consciência. O Espírito individual, reflexo de Braman. O Verdadeiro Eu. É a essência divina manifestada nos seres consciêntes;
Karma: do sânscrito "ação", a lei de "causa e efeito". Pode ser uma ação física, mental ou espiritual. Tudo implica numa resposta à toda e qualquer atitude que um ser exerce no Universo;
Maya: o "véu da ilusão". É o mundo aparente apreendido pelos limitados sentidos humanos;
Reencarnação: é o ciclo de morte e renascimento que todos os seres passam para vivenciar os efeitos de seus karmas. Vamos pegar a definição contida no Bagavadguitá (texto religioso, parte do épico Mahabarata):
"Assim como uma pessoa veste roupas novas e joga fora as roupas antigas e rasgadas, uma alma encarnada entra em novos corpos materiais, abandonando os antigos. (B.G. 2:22)"
Samsara: é a roda do renascimento, onde estão presas as consciências que ainda não despertaram dos prazeres ilusórios e efêmeros. Só é possível se libertar desse ciclo através do Moksha (libertação, realização eterna, paz mental perfeita, desprendimento dos desejos mundanos).
Rapidamente, sobre Krishna:
É o Grande Avatar Hinduísta. Bhagavan Sri Krishna é aquele que veio para cumprir as escrituras e expulsar os demônios do mundo. É entendido como uma encarnação de Vishnu.
Sua história é descrita em alguas escrituras como o Mahabharata, o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana.
Não gostaria de me aprofundar muito sobre Krishna nesse texto, pois quero tratar dos Avatares de cada religião individualmente; separando do aspecto devocional. Por gentileza, aguardem as próximas publicações.
Conclusão:
Nem todos os pensamentos hinduístas são adeptos ao aspecto místico e devocional. Encontramos o Samkhya que é um sistema que foi desenvolvido juntamente com o yoga, que se define como ateu.
Aliás, não podemos deixar de mencionar o Yoga dentro de tudo isso. Afinal, Yoga (União), é o conjunto de disciplinas que tem como objetivo liberar o ser humano do maya, através do alcance do Samadhi (Iluminação). Possui diversas linhas e formas de práticas, desde o aspecto mais devocional (bakti), passando pelo uso do conhecimento (jnana), até as práticas físicas (hatha-yoga) através das posturas (ásanas).
Dariam mais uns 100 blogs pra falar somente sobre o Yoga. Vou deixar esse assunto para os estudiosos e gurus (professores). Não podemos esquecer que estamos "passeando pelas religiões do planeta", hein gente?
Agora, peço licença à todos para, dentro da minha limitada interpretação, tentar descortinar um pouco de toda essa mitologia e seus simbolismos.
Não estaríamos todos nós imersos nesse vasto Universo, tanto no macro quanto no microcosmos, ora em equilíbrio (Vishnu), ora no caos (Shiva), manifestando o poder da criação (Brahma) à todo instante?
Se o mundo material é perecível e transitório, será que o conceito de Maya (ilusão) não estaria corretíssimo?
É pra se pensar...
Agradeço à todos pela paciência de ter lido a publicação de hoje, pedindo desculpas mais uma vez por não abranger todo o contexto hinduísta, o que necessitaria, certamente a dedicação e o estudo de toda uma existência.
Tenham todos uma semana de Alegria e Felicidade!!!
Abraços.
*Namastê: palavra em sânscrito que geralmente significa: "O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você."
**Mantra: do sânscrito Man (mente) e Tra (alavanca), é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito. Os mantras originaram do hinduísmo, porém são utilizados também no budismo e jainismo.
Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mantra)
***Sânscrito: é uma língua extinta da Índia, com uso litúrgico no Hinduísmo, Budismo, e Jainismo. É uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia. Sua posição nas culturas do sul e Sudeste Asiático é comparável ao latim e ao grego antigo na Europa, influenciando diversas línguas da região. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A2nscrito)
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Um passeio pelas religiões do planeta: Budismo
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| Buda |
Existem muitas ramificações do Budismo e não pretendo abordá-las nesse pequeno texto, pois levaria muito tempo de pesquisa e fugiria do objetivo do tema "passeio pelas religiões do planeta", que passaria a se chamar "odisséia pelas religiões do planeta" de tão complexa e detalhada é cada uma dessas ramificações.
Caso vocês queiram uma visão um pouco mais aprofundada sobre a religião budista, entrem no site Wikipédia que lá o assunto está bem mais detalhado, incluindo indicações bibliográficas interessantíssimas (como exemplo, o livro do jornalista Heródoto Barbeiro - Buda: o mito e a realidade, Ed. Madras, 2005). O link é: http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo#Bibliografia.
Mas o meu objetivo é ressaltar os princípios básicos do Budismo, a essência de todo o legado que Buda deixou à humanidade.
É muito interessante o fato de Buda ter nascido na Índia, pois a maioria dos termos e grande parte dos conceitos são muito parecidos com o Hinduísmo (religião que abordarei na próxima segunda), já que possuem uma raiz linguística comum: o sânscrito.
Buda deixou muito claro sobre as causas do sofrimento do Ser Humano, bem como o caminho para superá-las, como encontramos nas Quatro Nobres Verdades:
1º Nossa vida, da forma que conhecemos, só leva ao sofrimento e à dor (física e psíquica), à insatisfação que nunca se cessa (dukkha);
2º O desejo (trishna) como causa do sofrimento, ou seja, o apego do ser ao mundo fenomênico e à falsa identificação com o Eu, com a individualidade;
3º o estado de iluminação (bodhi) só é alcançado quando se cessa o desejo, quando descortinamos o véu da ilusão (maya). Aí sim o sofrimento tem seu fim; e, finalmente
4º esse estado é alcançado pelos caminhos ensinados por Buda.
Esses são os 4 pilares do Budismo.
Acredito muito que Buda deixou algumas dicas de como nossa mente deveria se abrir para as revelações da metafísica que o ser humano iria receber nos 2 milênios seguintes, pois trilhar o Caminho do Meio - principal princípio budista - prega a moderação (não-extremismo), o meio-termo entre os conceitos metafísicos (discernimento), a ilusão da dualidade através do nirvana (perfeita iluminação) e o conceito do vazio (sunyata) que não significa negar tudo o que existe, mas não se identificar com o que é aparente e transitório.
Buda põe fim ao sofrimento através do Nobre Caminho Óctuplo. Não vamos detalhá-lo, mas podemos mencionar seus 3 grupos principais:
Prajna: sabedoria purificadora da mente que se divide em drsti (a verdade na sua essência) e samkalpa (a intenção, a renúncia, a liberdade);
Sila: a ética, a moral, a abstenção dos atos nocivos;
Samadhi: iluminação que é atingida pela disciplina da mente através de 3 caminhos: vayama (dedicação para o aperfeiçoamento), sati (ver as coisas claramente dentro de si mesmo, sem desejo ou repulsa) e samadhi (através da meditação correta).
O princípio da Impermanência também norteia os seguidores da religião. Esse princípio afirma que a vida é um fluxo constante e nada é imutável. O termo "para sempre" pode ser banido do linguajar cotidiano, quando este diz respeito ao estático, pétreo. Isso lembra muito os pré-socráticos, notadamente Heráclito, quando afirma que um rio nunca é o mesmo... o conceito do "devir".
Para terminarmos, é bom afirmar que o Budismo, como o Hinduísmo e, atualmente, as religiões espiritualistas, também afirma que as consciências têm várias vidas terrenas (Reencaração) e que estamos presos numa roda de ilusão (Samsara), sujeitos à Lei de Causa e Efeito (Karma).
Agora, tendo a liberdade dar uma opinião pessoal, acredito que a Lei do Karma seja a mais coerente com o pensamento científico, já que Karma (do sânscrito: ação) implica que toda ação desencadeia uma reação e, geralmente de igual intensidade. Ou seja, tudo o que fazemos sensibiliza o meio em que vivemos... Resumindo: Não temos nada a reclamar e sim, criar novas atitudes para atrair novos resultados!
É isso gente!!! Muito obrigado por ler esse artigo e desejo à todos uma ótima semana, cheia de ações produtivas e sempre de mente aberta ao novo, abandonando tudo que nos aprisiona a conceitos estáticos e enferrujados... quem sabe assim o sofrimento vai embora... Abraço à todos!!!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Um passeio pelas religiões do planeta: Umbanda
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| Oxalá (representação) |
Muito bem! Hoje pretendo abordar brevemente sobre a Umbanda, uma religião muito mal interpretada por muitas pessoas que não conhecem sua origem, propósitos e doutrina. Antes de que alguém pense que Umbanda é coisa de macumbeiro, gostaria de elucidar sobre origem da própria palavra MACUMBA. Para não falhar na definição, retiro um texto do site do grupo Espírita Umbandista Céu Esperança, fundado por um dos grandes estudiosos desse país, o médium Géro Maita, que traz essa palavra dentro da exatidão de seu significado.
Vamos lá:
"A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento. (...) Macumba é uma madeira extraída de uma árvore na África que compõem o “atabaque” que também é conhecido como “tambor” na tradução do nome acima citado.
Encontramos no cotidiano praticantes de outras vertentes religiosas ligando este nome ao uma possível má ação que seja praticada dentro da Umbanda o que não tem cabimento algum.Para julgar é preciso conhecer e conhecimento é o que mais falta por parte daqueles que julgam. Macumba não denomina culto religioso, mas sim um instrumento de percussão somente. (...)" Fonte: http://ceuesperanca.com.br/textos/o-que-e-macumba/
O surgimento da Umbanda se deu no início do século XX e, à semelhança da forma em que foi revelado o espiritismo, veio pelo plano espiritual, através do jovem médium Zélio Fernandino de Moraes no estado do Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói, no dia 15 de novembro de 1908. Naquela época, o movimento espírita no Brasil se iniciava dentro da dogmática Kardecista e, nos centros espíritas, não se viam manifestações de entidades espirituais de negros e índios, por simples discriminação racial e por "achismos" de que espíritos desse tipo eram ligados à "feitiçarias" e "baixo espiritismo".
Foi nesse contexto que o espírito que se denominava "Caboclo das 7 Encruzilhadas", revelou-se, através de Zélio, dentro da Federação Kardecista de Niterói, afirmando o seguinte:
"Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu a morte como o grande nivelador universal. Rico ou pobre, poderoso ou humilde se igualam na morte, mas vocês, que são preconceituosos, descontentes por estabelecer diferenças apenas entre os vivos, procuram levar essas diferenças até além da morte. Por que não podem nos visitar os humildes trabalhadores do espaço se, apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra, também trazem importantes mensagens de Aruanda*? Por que não receber os caboclos e pretos-velhos? Acaso não são eles também filhos do mesmo DEUS?" Fonte: Livro Aruanda, capítulo 1, pág. 29, § 2º por Ângelo Inácio (Espírito); psicografado por Robson Pinheiro.
Daí, surgiu a Umbanda, religião que traz a união dos conceitos doutrinários codificados por Allan Kardec com os conhecimentos das leis da natureza através do contato com os Orixás (palavra de origem yoruba que se traduz, de uma forma mais sucinta, como as manifestações do Grande Deus ou Olorum).
São 10 os fundamentos umbandistas **:
1 – A existência de Deus único;
2 – A filosofia religiosa universal;
3 – A existência dos Orixás, entidades evoluídas e sua atuação nos campos vibratórios da Natureza;
4 – A reencarnação;
5 – A Lei de Causa e Efeito;
6 – A existência de outras vidas, de outros Planos e de outras Linhas de Evolução;
7 – A natureza trina do Homem – espírito, alma e corpo;
8 – A Mediunidade;
9 – A manifestação dos Guias Espirituais, ainda em evolução nos Planos
intermediários, e que são os mensageiros dos Orixás;
10 – A prática do Bem.
Não pretendo aqui esgotar o tema sobre a Umbanda, só pretendo trazer à tona alguns pontos básicos para elucidar e, se possível, retirar qualquer forma de ideia pré-concebida ou preconceituosa que ouço muitas pessoas dizendo sobre essa valorosa religião!
Um abraço à todos!!!
* Aruanda: plano espiritual
** conforme a ATA DA SEGUNDA CONVENÇÃO NACIONAL DO CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA – 25 DE AGOSTO DE 1978.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP
Oi gente! Extraí o texto abaixo do site Céu Esperança, do meu querido amigo Géro Maita. Vale a pena ler para criarmos a consciência de que encontramos nas pesquisas dentro das universidades, pessoas com a mente aberta e descompromissada com os dogmas científicos que, muitas vezes, desvirtuam o objetivo da própria Ciência: primar pela investigação de qualquer fenômeno, sem a influência de pensamentos políticos, religiosos ou ideológicos quaisquer.
Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.
Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.
Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.
A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.
As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”
Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.
Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.
A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.
As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”
Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Além dos 5 sentidos...
Usamos os 5 sentidos para experimentarmos, expressarmos e vivenciarmos o mundo ao nosso redor. Esquecemos muitas vezes que, existe um outro sentido - e não vou me limitar em denominá-lo apenas de 6º, pois creio que este possa se desdobrar em outros tantos - à nossa disposição diariamente, embora não direcionemos a atenção para exercitá-lo. A visão, a audição, o olfato, o tato e o paladar são importantes, mas são falhos. Conseguem nos enganar toda a hora! Isso se deve pelo fato deles estarem 100% ligados e dependentes do cérebro. Dependem do acervo de impressões, experiências e informações armazenadas por ele. Por exemplo: quando olhamos para uma cadeira, aquela imagem obtêm uma resposta imediata da nossa memória sobre tudo o que nos é referência sobre esse objeto. Então, por aprendizado e memorização, sabemos o que aquela forma significa.
Mas e quando olhamos ou entramos em contato com "algo" que não nos é familiar, ou melhor, que não está contido nos nossos "arquivos" da memória cerebral? Quem viu o filme sobre a vida de Chico Xavier, deve se lembrar de um interessante fato sobre a sua infância quando o menino Chico interveio numa conversa dos pais sobre o aborto que uma vizinha realizou, afirmando que o aborto havia acontecido por uma nidação (renovação da mucosa) inadequada e também porque o feto estava numa posição ectópica (fora da posição normal). De onde um menino, de origem humilde, sem ter tido acesso a nenhuma informação desse tipo, tirou esses termos apenas usados por quem tem formação na medicina e ainda com uma forma tão pertinente e acurada? Por quais sentidos foram apreendidas tais informações?
Acredito ser de extrema importância o estudo sobre essa potencialidade inerente à todos os seres humanos, mais desenvolvida em uns do que em outros, saindo da atitude comum que muitas pessoas tomam de negar o que não conhece e nunca estudou. Se nossos sentidos físicos bastassem para entendermos precisamente o mundo exterior, termos como "Ilusão de Ótica" não existiriam.
Por isso, nessa segunda-feira que marca o meu primeiro post de 2012, gostaria de indicar uma importante obra para estudo, caso alguns de vocês se interessem pelo assunto. Trata-se do livro "A Clarividência" do autor C. W. LEADBEATER (Ed. Pensamento), que trata do assunto de uma maneira clara e científica, trazendo o conceito desse sentido não orgânico que todos nós possuímos, ensinando também alguns métodos para desenvolvê-lo.
Apesar de eu ter me desligado das doutrinas religiosas específicas (e isso não quer dizer que eu não seja uma pessoa religiosa) sou um grande fã dos avatares e líderes espirituais que passaram por esse planeta.
Fico imaginando o que o Grande Mestre Jesus quis dizer com a frase "olhos para ver e ouvidos para ouvir" na parábola do Semeador. Estaria ele se referindo à essas faculdades sensoriais que ainda não encontramos plenas e desenvolvidas em nós mesmos? Vale a pena refletir...
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